Nem florais, nem cinco mil bolinhas de homeopatia por dia. Nada mais tem adiantado, porque quando dói no coração, não tem jeito não. E o meu coração, anda precisando tirar férias, dar uma volta por aí. É impressionante a proporção que as coisas tomam quando estamos sensíveis. Protegida dentro da minha própria fortaleza, poucas coisas foram capazes de me tirar o equilíbrio. Encarei todos os desafios possíveis e imagináveis, mas quando o assunto era amor, ah, aí a casa caía.Lembrando que eu sou capaz de chorar na mesma proporção que eu sou capaz de falar por horas e horas, já devo ter enchido de lágrimas um espaço referente ao tamanho da Lagoa Rodrigo de Freitas. O que era visível, não chegava nem perto do que acontecia dentro de mim. Ao contrário do que acontece agora. Não consigo mais disfarçar nada, um olhar, uma decepção, muito menos conter qualquer alegria.
Sim, eu estou muito feliz em realizar este sonho. Sim, há 10 meses eu só falo de casamento. Tenho chorado frequentemente, ou porque não consigo segurar a onda na hora de experimentar o véu, ou porque alguém fala comigo de uma forma mais rude. Coisas boas e ruins. Mas quando o assunto é indiferença, lá vem a rasteira. Descobri que não sei lidar com ela. Como alguém pode não estar nem aí para o dia mais importante da minha vida? E se esse alguém for muito próximo?
Ainda não descobri a receita. Só sei de três coisas. Eu não sou o centro das atenções. Ninguém é obrigado a entender e sentir o casamento como eu. Esse sonho é exclusivamente meu. E se mesmo sabendo isso, ainda magoar? Passiflorine, suco de maracujá? Não sei, você sabe?


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