terça-feira, 27 de novembro de 2007

A grande estrela da noite

Aposto 100 bem-casados que você pensou que a grande estrela da noite fosse você! Eu também pensava assim. Mas isso foi até pouco tempo, quando decidi iniciar minhas buscas por ele: o vestido! Sei que meu perfil aqui ao lado não dá para ter muita idéia de quem eu sou e muito menos descobrir qual meu perfil de noiva: a tranqüilona ou a neurótica.

Bom, digamos que no dia-a-dia eu seja estressada, agitada, ansiosa, exagerada e tudo mais ao extremo que você possa imaginar. As coisas para mim nunca tiveram meio termo, sempre fui meio-marcela, meio-cazuza, ou tudo ou nada. Achava que ia perturbar as pessoas quando fosse casar, fazer mil exigências, ser uma pentelha, fresca e chata. Mas sabe que eu me surpreendi? E justamente na hora de decidir o tão esperado vestido.

Fui prática e certeira. Não queria mandar para a costureira porque nunca havia imaginado nada. Queria entrar em uma loja, ver os modelos, olhar e pronto! Já havia ouvido falar mal de várias casas que alugam, mas apenas de uma, só tinha ouvido elogios. Fui à La Novia, na Gávea, com a minha Dinda, uma das pessoas que mais gosto nessa vida. Vimos algumas fotos, selecionei o que havia curtido e me direcionei à sala exclusiva para noivinhas. A pedido da funcionária, coloquei umas luvinhas brancas para não sujar as peças e prendi o cabelo para que pudesse ver melhor os decotes. Fiz aquele meio rabo desarrumado, que a gente costuma fazer com um elástico velho antes de botar a touca de banho, sabe?

Eu estava nervosa. Qual seria a sensação de vestir pela primeira vez um vestido de noiva? A única coisa que eu sabia era como vestir as minhas bonecas de noiva quando criança. E coitadas das barbies, até ao mercado eu as obrigada a ir de noiva. Não tinha outro tema nas brincadeiras, era sempre o casamento, a festa, a lua-de-mel com o Ken e a chegada das crianças. Uma obsessão sem fim! Risos

A funcionária abriu o vestido, colocou no chão para que eu pudesse entrar por baixo e mal ela havia acabado de fechar o zipper, já sabia que ele seria a grande estrela da minha noite. Aquele que as pessoas iriam fazer “Ohhh....” ao abrir a porta da igreja Nossa Senhora da Paz. Aquele que iria deixar o Felipe emocionado. Aquele que deixaria meus avós com a sensação de que cumpriram sua missão aqui na Terra, que fizeram tudo certo, e que ali estava a netinha querida deles, linda e feliz, no mais importante dos rituais.
Me obriguei a olhar outros modelos, mas tudo bobagem, afinal, igual ao primeiro, não haveria de ter. Tinha certeza que ele era o escolhido para fazer de mim a grande princesa do dia 5 de julho de 2008. O que tornaria sonho em realidade. O meu sapatinho de cristal.

*Queria agradecer todos os recadinhos mais fofos do mundo e pedir desculpas pela minha ausência, prometo fazer o possível para atualizar de dois em dois dias. Criatividade não me falta, assunto também não. Minha cabeça é uma máquina que não pára de funcionar, sinto sede de escrever e escrever até cansar. As idéias ficam me implorando uma trégua do trabalho para que eu possa publicá-las aqui. Mas infelizmente, melhor dizendo, felizmente, sou uma menina atarefada. Se alguém descobrir a fórmula mágica de fazer o dia durar mais de 24 horas, eu compro!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O meu, o seu, o nosso braço direito!


Chamem como quiser: anjo da guarda, mãe postiça, amiga, confidente, terapeuta ou santa. Se você encontrou alguma profissional competente no meio do caminho, sabe de quem estou falando. Sim, a sua cerimonialista! Aquela que está sempre à disposição para te ouvir mesmo quando nem a sua melhor amiga não agüenta mais você tagarelando sobre casamento. Aquela que é a única a entender a sua real preocupação com o detalhe da fitinha branca de bolinhas verdes dos bem-casados. Aquela que em pouco tempo virou uma espécie de guru para você, e se ela te aconselhar a se jogar da ponte, sim, você se joga, e ainda se joga feliz.

Não sei sobre as buscas de vocês, mas a minha foi uma longa e estressante caminhada. Até encontrar alguém em que confiasse de verdade, e digo, confiança mesmo, aquela energia boa que rola logo na primeira conversa, foi difícil. Todas as amigas casadas não recomendariam as suas cerimonialistas nem para a sogra, e esse era o tipo de serviço, que não dava para sair apostando em qualquer uma. Fui pegando sugestões aqui e acolá das minhas novas amigas de internet, mas ainda assim me sentia insegura, bem ou mal, teria que confiar em pessoas estranhas. A primeira tentativa foi traumática. E olha que era uma empresa bem falada, com site bonitinho, decoração cheia de nhém nhém nhém.

Não deu certo, a pessoa queria tirar muito dinheiro em cima de mim, além daquela desconfortável sensação de que a minha festa não seria tratada com tanto carinho quanto a noivinha que podia gastar cem mil reais no Outeiro da Glória com recepção para mil pessoas no MAM. Acabou que eu desisti dela, ou ela desistiu de mim, já que nunca mais retornou minhas ligações e e-mails. Passei por outras três pessoas, com orçamentos baratos demais, e que me faziam duvidar da seriedade, e por orçamentos caros demais, que me deixavam com a pulga atrás da orelha.

Não poderia decidir pelo valor, isso era fato! Quando já estava uma noiva neurótica, sem nem conseguir mais entender qual era a parte boa de se planejar um casamento, recebi a indicação da Esperanza. Isso mesmo, Esperanza Macarena. Haveria de ser outro nome nesta altura do campeonato? Rs Espe, como já gosto de chamá-la, veio em boa hora. Divertida, competente, sem frescura nenhuma, acabei fechando. Acho que a sua descontração espanhola com o meu sangue impaciente italiano se deram bem. Ficamos por quase três horas tricotando sobre todos os detalhes e procurando uma forma de baixar o valor da decoração (ela também é minha decoradora). Eu tentando cortas metade das plantas, tirando todas as velas, e ela lá, na maior paciência. E o Felipe? Ah, ele estava se sentindo em casa, para cima e para baixo com a Babalú, um buldogue francês branco, gordo e fofo, “filho” da Espe.

Senti paz!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A Matemática do Casamento


Meninas são boas em português. Meninos são bons em matemática. Assim era a lógica, certo? Errado! Aqui a banda toca diferente. Se tem alguém bom em alguma coisa aqui, somos nós! Noivinhas são experts em planilhas, negociações, cortes de despesas, aumento do orçamento, chantagens emocionais, pesquisa pelo melhor preço, logística, praticamente umas executivas.

De repente, trocamos as figurinhas da infância, por planilhas e mais planilhas. E ganha quem tem a planilha mais elaborada, mais detalhada, com ilustrações, interatividade, listas e informações até dizer chega! Para nós, o Excel é o rei! Quem diria hein? Pelo menos eu, a pessoa mais alienada quando o assunto é matemática, passei a saber de cor todos os valores de cada item necessário para que meu sonho fosse realizado.

Digo isso porque a primeira sensação foi de frustração. Queria o Outeiro da Glória, desde sempre. Fui somando os números, tentando conciliar as datas e a conclusão foi que não dava. Fiquei tristinha à beça. Mas durou só dois dias. Só agora entendo o que ouvi de uma amiga há um tempo atrás. “Marcela, tudo do casamento muda o tempo todo. Você passa da cerimônia na beira da praia para a igreja mais tradicional do Rio de Janeiro, você desiste dos tons pastéis para colocar vermelho, você troca o tomara-que-caia por um modelo que disse que nunca iria usar”. E é verdade!

Deixei a frustração de lado e fui procurar novas opções. O mês mudou, a igreja mudou, a festa mudou. Só o Felipe é que continuou firme e forte às minhas crises de TPM e pesadelos de que eu estava entrando toda desarrumada na igreja. Tudo mudou menos o sonho do casamento, e de repente, quando caí em mim, percebi que mesmo com tantas mudanças, o casamento estava saindo do jeito que sonhei. Tenho certeza que o seu também.

Adaptamos-nos às condições, aceitamos o que muitas vezes a igreja ou o que a casa de festas nos impõe, mas a verdade é que nada disso faz diferença, não é? O meu casamento vai ser de princesa, o mais lindo de todos, exatamente como o seu. E até lá vamos ensaiar quase todos os dias em frente ao espelho como será carregar o buquê, como será a sensação quando a porta se abrir e todas as atenções se virarem para nós. E sentiremos aquele friozinho na barriga!

Gastamos todos os nossos argumentos com os profissionais contratados para conseguir um desconto, usamos as dicas de outras noivinhas para chegar ao valor ideal, uma verdadeira guerra em nome do casamento. Muitos profissionais não entendem, e já me questionaram qual seria a diferença de diminuir 200 reais. Meninas, sabemos a diferença, né? E essa diferença estará em uma lembrancinha a mais que colocaremos na nossa festa, em um número maior de convidados que possamos colocar na lista, o tão sonhado desejo de distribuir havaianas. Coisas pequenas aos olhos dos nossos fornecedores, mas tão importante para nós. De 200 em 200, nosso sonho vai crescendo, crescendo, as possibilidades vão aumentando.

Já fiquei constrangida em algumas negociações, me senti uma mendiga pedindo esmola e já apelei até para a carinha daquele gatinho carente do Shrek para conseguir o que eu queria. Na nossa guerra vale tudo. Pois a nossa guerra é branca, é de paz, é divina. Tentem, arrisquem, permitam-se mudar o que planejaram para chegar mais próximo do sonho. E acima de tudo, confiem que tudo dará certo! Se não der, calma, respire. Somos muitas por aqui, peça ajuda que com certeza alguém lhe estenderá a mão. A minha já está aqui, tá?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sejam bem-vindas noivinhas!

Essa história de ser novinha é muito doida, não? A começar pelo fato de já nos referirmos umas as outras como "noivinhas". Até poucos meses atrás, éramos as namoradas, as namoridas. Hoje, já somos o que somos. E ufa! que peso, não meninas? Só nós sabemos a dor e a delícia dessa jornada. De um dia para o outro já estamos enlouquecidas para escolher uma data, decidir um lugar, o modelo do vestido, a decoração, a cor, as flores, a música, fazer orçamentos e mais orçamentos. A primeira sensação é de medo, depois nervoso e aí saímos à procura de ajuda em todos os cantos.

“A troco de que essas meninas que você conhece nas comunidades do orkut e do yahoo grupos estão te ajudando e orientando na produção do seu casamento?” Quando ouvi esta pergunta, há pouco mais de uma semana, não consegui acreditar. Como alguém era capaz de não entender o nosso “canto”? A nossa solidariedade? O prazer que temos em participar da conquista uma da outra?

Foi aí que decidi criar este blog e usar um pouquinho do meu tempo para registrar nossas alegrias e angústias. Daqui para frente, fica combinado que Coisas de Marcela será o nosso espaço, o nosso “canto”. Prometo usar o dom da escrita para confortar, animar, divertir e desabafar sobre o caminho que iremos percorrer até o grande dia. Porque o meu dia pode ser diferente do seu, o meu orçamento ser pequeno e o seu gigantesco, meu vestido bufante e o seu clássico, mas no fundo, no fundo, somos a mesma pessoa. Dividiremos o mesmo sonho, os mesmos medos e a mesma fantasia de imaginar cada detalhe, cada segundo e cada momento do sonho que será nosso casamento.

Bem-vindas!